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A registradora de Ritty foi projeto, com uma peça emprestada. A peça veio da viagem de 1878, enquanto o navio cruzava o Atlântico.
Durante a travessia, Ritty visitou a casa de máquinas, o porão onde ficavam a caldeira e o motor. Lá, viu um aparelho que contava quantas voltas a hélice dava.
O contador de voltas servia ao chefe de máquinas. Pelo número de giros, ele calculava a velocidade do navio e a distância percorrida, sem depender de olhar pela borda.
O aparelho ficava ligado ao eixo da hélice. Cada giro empurrava uma roda dentada um dente adiante, e a roda vizinha só andava quando a primeira completava a volta, como os ponteiros de um relógio.
Ritty ficou parado diante do aparelho. Se uma máquina conseguia contar cada volta de uma hélice, sem esquecer nenhuma, também podia contar cada moeda que entrava no balcão.
DA HÉLICE AO BALCÃO
A tradução não foi direta. A hélice girava sozinha, empurrada pelo motor; a venda dependia de uma pessoa apertar a tecla certa. O contador do bar precisava somar valores diferentes, e não só voltas iguais.
Os irmãos montaram mais de um protótipo antes de chegar ao do mostrador. Cada tecla passou a mover as rodas dentadas por uma distância diferente, do tamanho do valor que representava.
O mostrador ficou alto, acima do balcão, para ser lido do fundo do salão. Ritty queria o número da venda à vista de todos ao mesmo tempo, e não só de quem estava pagando.
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O navio contava giros; o bar passou a contar moedas.
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Depois da patente, Ritty acrescentou um rolo de papel no qual a máquina furava um buraco a cada venda, numa coluna para cada valor. No fim do dia, o dono contava os furos e tinha a lista do que tinha entrado.
Ritty, porém, era dono de bar, não fabricante. Montar e vender máquinas tomava o tempo do balcão, e as encomendas chegavam devagar. Poucos comerciantes queriam pagar por um aparelho que acusava os próprios funcionários.
Em 1881, cansado das duas frentes, ele vendeu o negócio das registradoras a Jacob H. Eckert, um vendedor de louça de Cincinnati. Eckert fundou a National Manufacturing Company (Companhia Nacional de Fabricação) e tocou a produção por três anos.
Ritty voltou ao bar e seguiu nele até se aposentar. Viveu em Dayton até 1918 e nunca mais trabalhou com registradoras.
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